Golpe “CWB Riqueza Infinita” e Plataforma “LKY”: Como funciona a fraude de investimentos em Criptomoedas que fez diversas vítimas no Brasil

Nos últimos meses, vítimas em diversas regiões do país passaram a relatar prejuízos causados por um sofisticado golpe digital envolvendo supostos investimentos em criptomoedas divulgados por meio do perfil “CWB Riqueza Infinita – Canadá Western Bank”, grupos de WhatsApp como “K17 CWB” e uma plataforma denominada “LKY”. A fraude utilizava redes sociais, aplicativos de mensagens e uma falsa estrutura de investimentos para induzir consumidores a realizar transferências via PIX sob promessas de lucros rápidos e elevados. Neste artigo, explicamos como funcionava o golpe, quais eram os sinais de alerta e quais direitos possuem as vítimas de fraudes bancárias e golpes do PIX. Como funcionava o Golpe da Plataforma “LKY” e do Grupo “K17 CWB” O golpe começava normalmente através do Instagram, por meio de anúncios ou perfis relacionados ao suposto grupo financeiro “CWB Riqueza Infinita – Canadá Western Bank”. Após o primeiro contato, as vítimas eram direcionadas para grupos de WhatsApp, especialmente o chamado “K17 CWB”, onde havia: Dentro do grupo, supostos “assistentes financeiros” orientavam as vítimas a abrir conta em uma plataforma chamada “LKY”, apresentada como ambiente profissional de investimentos em criptomoedas. O lucro inicial era parte da Estratégia Um dos mecanismos mais utilizados nesse tipo de fraude é o chamado “ganho de confiança”. As vítimas realizavam pequenos investimentos iniciais e, em alguns casos, recebiam valores de volta com suposto lucro, acreditando que a plataforma realmente funcionava. Esse retorno inicial servia apenas para incentivar aportes cada vez maiores. Depois disso, começavam novas exigências financeiras: Pressão psicológica e empréstimos bancários Muitas vítimas relatam que passaram a sofrer intensa pressão psicológica. Os golpistas criavam senso de urgência e medo de perda total dos valores investidos, fazendo com que consumidores: Em vários casos, os valores eram enviados via PIX para contas de empresas aparentemente legítimas, vinculadas a instituições financeiras e plataformas de pagamento. Quais bancos e instituições podem ser responsabilizados? Em golpes desse tipo, os valores normalmente transitam por: A Justiça brasileira tem reconhecido que instituições financeiras possuem dever de: O Superior Tribunal de Justiça já consolidou entendimento de que bancos respondem objetivamente por falhas relacionadas a fraudes bancárias e golpes digitais. O que fazer se você foi vítima do Golpe “LKY” ou “CWB Riqueza Infinita” Se você realizou transferências para plataformas ou grupos semelhantes, é importante agir rapidamente. As principais medidas incluem: 1. Registrar Boletim de Ocorrência Formalize imediatamente a fraude junto à Polícia Civil. 2. Acionar o MED do PIX O Mecanismo Especial de Devolução pode auxiliar no rastreamento e tentativa de bloqueio dos valores. 3. Reclamar no Banco e no BACEN As reclamações administrativas ajudam a documentar a tentativa de solução extrajudicial. 4. Guardar Todas as Provas Prints, comprovantes PIX, conversas e extratos bancários são fundamentais. É possível recuperar valores perdidos em Golpes com Criptomoedas? Sim, existem casos em que a Justiça reconhece: Cada situação deve ser analisada individualmente, especialmente quando houver: Advogada Especialista em Golpe do PIX e Fraudes Bancárias Nosso escritório atua em ações envolvendo: A análise rápida do caso pode ser essencial para aumentar as chances de recuperação dos valores e adoção de medidas judiciais urgentes.
Golpe da corretora “Quest” – como funciona e o que você deve saber

Nos últimos meses, um número crescente de brasileiros tem sido vítima de um golpe sofisticado envolvendo a suposta corretora de investimentos chamada Quest. Com promessas de lucros elevados e “liberação de valores retidos”, o esquema engana usuários com falsas taxas, bloqueios fictícios e exigências abusivas. Neste artigo, vamos mostrar como o golpe funciona, relatar casos reais, e explicar quais são seus direitos e as medidas jurídicas possíveis para reaver os valores perdidos. Se você ou alguém próximo foi alvo desse tipo de fraude, leia com atenção. 1. O perfil da “corretora” Quest Diversas reclamações publicadas no site Reclame Aqui apontam que a suposta corretora Quest (ou suas variantes como “Questh‑X”, “Corretora Quest”, etc.) contatou usuários no Brasil com ofertas de investimento em criptomoedas ou em “fundos exclusivos”, exigindo taxas iniciais elevadas (por exemplo, US$ 103.000) prometendo retirada de lucro ou valores de resgate elevados. Exemplo concreto: “essa corretora fala que tem um pagamento a ser feito de 103 mil dólares, foram pagos todas as taxas possíveis e inventadas por eles e eles ficam solicitando coisas absurdas. Não mostram comprovantes das solicitações, só falam e não resolvem!”. Em outra reclamação: “peguei empréstimo para investir e não consegui pegar o lucro para pagar o empréstimo … fizemos um acordo em que eles me passariam para outra empresa … esse mês fez um ano e eles desapareceram.” Outra ainda: “essa corretora devem para o meu irmão ***** mil dólares, já se foram pagos 99 % das taxas e disseram … que se houvesse mais uma taxa, a corretora pagaria para me liberar. Fiz todos os pagamentos…” 2. Como o golpe opera – passo a passo 3. Sinais de alerta que você deve observar 4. Qual a implicação jurídica – direitos do consumidor Quando o consumidor entra nesse tipo de esquema, vários elementos apontam para relação de consumo (fornecedor de serviços/atividades de investimento), com falha na prestação de serviços, publicidade enganosa ou abusiva, e até possível crime de estelionato ou fraude. Nesse contexto, duas bases jurídicas são fundamentais: a) Código de Defesa do Consumidor (CDC)O art. 14 do CDC dispõe que o fornecedor de serviços responde, independentemente de culpa, pelos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.Ou seja, basta demonstrar que houve falha no serviço, dano e nexo causal para que se configure a responsabilidade objetiva. b) Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ)A Súmula 479 do STJ enuncia que “As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.” Ou seja, os bancos também podem ser responsabilizados por permitirem as transações ou abertura de contas fraudulentas sem as checagens de segurança. 5. Estratégias de atuação jurídica Se você foi vítima desse golpe da corretora Quest (ou similar), seguem as linhas de ação que podem ser adotadas: 6. Por que agir logo? 7. Conclusão O golpe da corretora Quest evidencia o perfil clássico de estelionato por investimentos: taxas iniciais elevadas, promessas de lucro, exigência de pagamento para liberação, e desaparecimento da contraparte.Você não está sozinho. A abordagem técnica‑jurídica fornece um caminho de esperança para buscar a recuperação de valores e responsabilização das partes.Se você identificou que foi vítima dessa corretora ou de esquema análogo, fale com um especialista para te orientar e conduzir as medidas extrajudiciais e judiciais adequadas.
O Golpe da Qrybut Exchange: a falsa corretora de criptomoedas

Como uma fraude de alto nível enganou uma vítima e o que você precisa saber para não cair nessa armadilha! No mundo das fraudes financeiras digitais, um dos esquemas mais sofisticados e destrutivos que acompanhei é o chamado “Golpe da Qrybut Exchange”. Este artigo é fruto de um caso real que estou representando judicialmente, com o objetivo de alertar o público e, principalmente, mostrar que existe caminho jurídico para buscar a restituição dos valores e a responsabilização dos envolvidos. O Início da Fraude: Autoridade Digital e Manipulação Psicológica O golpe teve início quando a vítima clicou em um link disponível no perfil da influenciadora Nathalia Arcuri no Instagram. Esse link direcionava para um grupo de WhatsApp supostamente vinculado a um clube de investimentos chamado C41 Clube de Investimento Bierce de Análise Inteligente. Durante 15 dias, esse grupo simulava análises de mercado e usava jargões sofisticados como “robôs de IA que identificam sinais de baleias” e “operações com base em índices de liquidez institucional”. Tudo isso, acompanhado de um suposto “Professor Alarie Bierce”, reforçando a aparência de credibilidade. A estratégia era clara: usar neurociência aplicada para gerar confiança e criar autoridade artificial. Escalonamento do Golpe: Do Ganho Inicial ao Rombo Financeiro A vítima foi contatada por uma suposta “Assistente Eliane”, que forneceu as instruções para se cadastrar na falsa plataforma de investimentos Qrybut Exchange. Durante meses, entre fevereiro e maio de 2025, a vítima realizou transferências bancárias e operações com criptoativos que totalizaram mais de R$ 528.000,00. Essas transferências foram habilmente divididas para mascarar o destino final dos recursos. Técnicas de Manipulação: O Golpe Por Dentro O que diferencia esse golpe é o uso de técnicas sofisticadas de engenharia social, pressão psicológica e simulação de ambiente financeiro. A vítima foi levada a crer que havia contratado um empréstimo em USDT e que deveria pagar para liberar os créditos. Em seguida, surgiu a alegada necessidade de “liberação de auditoria” e de que a plataforma deixaria o Brasil por investigações. A cada nova promessa de recuperação, a vítima era induzida a injetar mais dinheiro, vendendo bens e comprometendo sua estabilidade financeira. Está com dúvidas sobre seus direitos Receba orientações iniciais e entenda o que fazer no seu caso.Solicitar orientação Os Sinais da Fraude Depois de mais de centenas de atendimentos específicos em casos de golpes, é possível estabelecer um padrão da fraude e eu separei alguns sinais que podem te ajudar a identificar se você está passando por isso. Veja: A Solução Jurídica: O Que Estamos Fazendo Como representante da vítima, ajuizamos ação com base na responsabilidade civil objetiva e na Súmula 479 do STJ, que afirma: “As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.” Também responsabilizamos as plataformas de pagamento e os bancos envolvidos, bem como solicitamos o compartilhamento de informações para identificar os fraudadores e bloqueio judicial de valores. Há ainda pedido para que o caso seja investigado criminalmente por estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Se você foi vítima, aja rápido Quanto mais rápido você buscar amparo jurídico, maiores as chances de rastrear valores e responsabilizar os envolvidos. Fraudes digitais exigem agilidade e estratégia. Não deixe para depois. Se você identificou sinais parecidos com o relatado aqui, entre em contato. Estamos preparados para agir.
Golpes em Plataformas Falsas de Criptomoedas: O Que Fazer e Quem é Responsável?

Nos últimos anos, os golpes financeiros migraram dos esquemas tradicionais para os ambientes digitais — e um dos alvos preferidos dos criminosos são os investimentos em criptomoedas. Mas o que poucos sabem é que, mesmo nesses casos, vítimas podem ter respaldo jurídico para reaver parte ou até todo o valor perdido, especialmente quando bancos e plataformas falham em oferecer segurança. Como os golpes funcionam na prática? Imagine o seguinte cenário: você acessa o Instagram e vê uma influenciadora conhecida promovendo um grupo exclusivo de investimentos. Ao entrar no grupo, tudo parece legítimo. Pessoas comentando sobre lucros diários, gráficos, relatórios com termos técnicos e o uso de inteligência artificial para prever o mercado. Depois de ganhar confiança, você é orientado a investir por uma “plataforma segura”. Transferências começam a ser feitas, geralmente por PIX ou TED, em valores cada vez mais altos. E quando chega a hora de sacar o lucro prometido? Silêncio. O dinheiro desaparece. Esse foi exatamente o caso de um cliente que atendemos. Ele teve um prejuízo de mais de R$ 500 mil reais após confiar em uma plataforma chamada “Qrybut Exchange”, orientado por um grupo no WhatsApp que simulava autoridade no mercado financeiro. E o banco, tem responsabilidade? Sim, e essa é uma das chaves jurídicas mais importantes nesses casos. Quando um banco permite movimentações bancárias atípicas, de alto valor e incompatíveis com o perfil do cliente, sem mecanismos eficientes de verificação, ele pode ser responsabilizado judicialmente. Isso porque estamos diante de uma relação de consumo, e a jurisprudência brasileira já consolidou esse entendimento. A Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é clara: “As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.” Na prática, isso significa que o banco não pode se isentar da responsabilidade, mesmo que a fraude tenha sido cometida por terceiros. É possível recuperar o dinheiro? Cada caso precisa ser analisado individualmente, mas sim: é possível obter a restituição dos valores perdidos, total ou parcial, além de indenizações por danos morais quando comprovado o abalo à vida financeira e emocional da vítima. No caso real citado neste artigo, o banco foi condenado a restituir os valores transferidos via PIX e a cancelar contratos de empréstimo utilizados para viabilizar os golpes — mesmo sem ter sido ele o executor da fraude. Quais os primeiros passos para quem caiu em um golpe? O que a Justiça tem decidido sobre esses casos? A jurisprudência brasileira tem sido cada vez mais firme na proteção das vítimas, especialmente quando o golpe envolve transferência eletrônica de valores. A responsabilidade das instituições financeiras tem sido reconhecida com base no dever de segurança e na teoria do risco do empreendimento. E mais: quando há falha na prestação de serviço — como omissão na verificação de transações atípicas — os tribunais vêm decidindo pela responsabilidade objetiva do banco, com base no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. Calma, você não está sozinho! Se você ou alguém próximo foi vítima de um golpe em plataformas falsas de criptomoedas, não se culpe e não se silencie. Esse tipo de crime está se tornando cada vez mais sofisticado, e as vítimas merecem ser amparadas — juridicamente e financeiramente. Existe caminho. Existe respaldo. E, com a orientação certa, é possível reverter prejuízos e responsabilizar quem falhou na proteção do seu patrimônio.
