{"id":1570,"date":"2025-10-15T15:36:44","date_gmt":"2025-10-15T18:36:44","guid":{"rendered":"https:\/\/michelysouza.com.br\/?p=1570"},"modified":"2025-10-23T11:41:24","modified_gmt":"2025-10-23T14:41:24","slug":"o-golpe-do-falso-advogado-e-a-responsabilidade-do-banco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/michelysouza.com.br\/?p=1570","title":{"rendered":"O Golpe do Falso Advogado e a Responsabilidade do Banco"},"content":{"rendered":"\n<p>Confira um caso real sobre esse novo golpe!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos de tecnologia e desaten\u00e7\u00e3o digital, golpes sofisticados t\u00eam enganado pessoas honestas, como a Joana (mudamos o nome para preservar a identidade da cliente), v\u00edtima de uma fraude banc\u00e1ria grave. Neste artigo, eu conto em detalhes como o golpe funcionou, os erros cometidos pelo banco, e as medidas jur\u00eddicas que adotamos para reparar os danos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Como tudo come\u00e7ou: a promessa de um cr\u00e9dito judicial<\/mark><\/h4>\n\n\n\n<p>A v\u00edtima j\u00e1 tinha um processo judicial em andamento, ou seja, de fato, havia uma expectativa de ganho. Aproveitando-se dessa informa\u00e7\u00e3o, os golpistas fizeram contato se passando por seu advogado. Usaram a foto do seu advogado no WhatsApp, utilizando outro n\u00famero de telefone, documentos reais, cita\u00e7\u00f5es processuais verdadeiras e simula\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas para gerar credibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma narrativa bem estruturada, os golpistas fizaeram uma videochamada, mas n\u00e3o apareceram no v\u00eddeo. Usaram linguagem t\u00e9cnica e manipula\u00e7\u00e3o emocional que convenceram a v\u00edtima de que ela receberia um valor judicial expressivo e que seria necess\u00e1rio realizar uma &#8220;valida\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">O golpe em a\u00e7\u00e3o: acesso remoto<\/mark><\/h4>\n\n\n\n<p>Durante a videochamada, os golpistas instru\u00edram a v\u00edtima a clicar em uma op\u00e7\u00e3o de &#8220;prote\u00e7\u00e3o de dados banc\u00e1rios&#8221;. Na verdade, tratava-se de um software de espelhamento remoto. Enquanto a v\u00edtima visualizava uma tela congelada com suposto saldo em conta, os criminosos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Contrataram dois empr\u00e9stimos em seu nome com desconto em folha:<\/li>\n\n\n\n<li>Transferiram os valores para contas diversas, dificultando o rastreio;<\/li>\n\n\n\n<li>Instru\u00edram a v\u00edtima a realizar transfer\u00eancias para sua pr\u00f3pria conta na e para a conta do seu esposo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Seu esposo, acreditando que estaria pagando os advogados, imediatamente fez o PIX da sua conta para a conta dos golpistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, o golpe aconteceu simulando uma situa\u00e7\u00e3o muito comum, com o objetivo de dificultar o cancelamento\/estorno dos valores transferidos via PIX.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ponto crucial que observamos \u00e9 o uso constante de uma linguagem excessivamente t\u00e9cnica pelos golpistas. Eles misturam termos jur\u00eddicos e financeiros complexos de forma estrat\u00e9gica, criando um ambiente de falsa autoridade. Essa abordagem confunde a v\u00edtima, que, diante de tantas informa\u00e7\u00f5es atravessadas e aparentemente leg\u00edtimas, acaba realizando as transfer\u00eancias sem perceber que est\u00e1 sendo envolvida em um golpe.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">O banco falhou em proteger Joana<\/mark><\/h4>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s perceber que havia ca\u00eddo em um golpe, a v\u00edtima buscou ajuda junto ao banco, esperando que a institui\u00e7\u00e3o adotasse medidas de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em vez de acolher a situa\u00e7\u00e3o e buscar uma solu\u00e7\u00e3o justa, o banco acabou agravando ainda mais o problema: sugeriu que a v\u00edtima unificasse um contrato fraudulento com uma d\u00edvida antiga, transformando tudo em um novo empr\u00e9stimo de valor ainda maior. Pior: outros contratos fraudulentos continuaram ativos e sendo cobrados normalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 com d\u00favidas sobre seus direitos<\/p>\n\n\n\n<p>Receba orienta\u00e7\u00f5es iniciais e entenda o que fazer no seu caso.Solicitar orienta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, esse tipo de postura n\u00e3o \u00e9 incomum. O banco, que deveria proteger o cliente, cometeu diversas falhas graves de seguran\u00e7a e atendimento:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>N\u00e3o bloqueou ou detectou o acesso remoto \u00e0 conta;<\/li>\n\n\n\n<li>Permitiu movimenta\u00e7\u00f5es financeiras at\u00edpicas sem qualquer valida\u00e7\u00e3o adicional;<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o exigiu autentica\u00e7\u00e3o biom\u00e9trica ou em duas etapas para aprovar grandes transa\u00e7\u00f5es;<\/li>\n\n\n\n<li>Ocultou informa\u00e7\u00f5es do hist\u00f3rico de transa\u00e7\u00f5es no aplicativo;<\/li>\n\n\n\n<li>Transferiu a responsabilidade para a v\u00edtima, oferecendo solu\u00e7\u00f5es que envolviam mais endividamento.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essas falhas violam os princ\u00edpios da boa-f\u00e9 objetiva e os deveres legais das institui\u00e7\u00f5es financeiras, que t\u00eam o dever de prevenir fraudes e proteger seus clientes em todas as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Qual \u00e9 o objetivo da a\u00e7\u00e3o judicial?<\/mark><\/h4>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o judicial movida pela v\u00edtima tem um objetivo muito claro:&nbsp;<strong>recuperar o dinheiro perdido pelo golpe e responsabilizar o banco por sua omiss\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que apenas buscar a devolu\u00e7\u00e3o dos valores indevidamente descontados, a a\u00e7\u00e3o visa:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Anular os contratos de empr\u00e9stimo feitos de forma fraudulenta<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Impedir que o banco continue cobrando por d\u00edvidas que n\u00e3o foram assumidas de forma consciente e v\u00e1lida<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Obter indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais<\/strong>, considerando o abalo emocional, os transtornos financeiros e os preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade mental da v\u00edtima;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Restabelecer a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a confian\u00e7a no sistema banc\u00e1rio<\/strong>, demonstrando que institui\u00e7\u00f5es financeiras devem agir com responsabilidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o judicial, buscamos garantir que a v\u00edtima tenha seus direitos reconhecidos, que os valores sejam restitu\u00eddos, e que o banco seja compelido a adotar medidas de seguran\u00e7a mais eficazes para proteger seus clientes de situa\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso com base na&nbsp;<strong>S\u00famula&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/jurisprudencia\/busca?q=sumula+479\">479<\/a>&nbsp;do STJ<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;As institui\u00e7\u00f5es financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no \u00e2mbito de opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Conclus\u00e3o: voc\u00ea tem direitos e n\u00e3o est\u00e1 sozinho<\/mark><\/h4>\n\n\n\n<p>Golpes como esse se aproveitam de informa\u00e7\u00f5es reais para aplicar fraudes. Ningu\u00e9m est\u00e1 imune. Mas a responsabilidade tamb\u00e9m \u00e9 das institui\u00e7\u00f5es que falharam em proteger voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea passou por algo parecido, procure imediatamente apoio jur\u00eddico. A Justi\u00e7a tem acolhido v\u00edtimas e garantido repara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira um caso real sobre esse novo golpe! Em tempos de tecnologia e desaten\u00e7\u00e3o digital, golpes sofisticados t\u00eam enganado pessoas honestas, como a Joana (mudamos o nome para preservar a identidade da cliente), v\u00edtima de uma fraude banc\u00e1ria grave. Neste artigo, eu conto em detalhes como o golpe funcionou, os erros cometidos pelo banco, e as medidas jur\u00eddicas que adotamos para reparar os danos. Como tudo come\u00e7ou: a promessa de um cr\u00e9dito judicial A v\u00edtima j\u00e1 tinha um processo judicial em andamento, ou seja, de fato, havia uma expectativa de ganho. Aproveitando-se dessa informa\u00e7\u00e3o, os golpistas fizeram contato se passando por seu advogado. Usaram a foto do seu advogado no WhatsApp, utilizando outro n\u00famero de telefone, documentos reais, cita\u00e7\u00f5es processuais verdadeiras e simula\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas para gerar credibilidade. Com uma narrativa bem estruturada, os golpistas fizaeram uma videochamada, mas n\u00e3o apareceram no v\u00eddeo. Usaram linguagem t\u00e9cnica e manipula\u00e7\u00e3o emocional que convenceram a v\u00edtima de que ela receberia um valor judicial expressivo e que seria necess\u00e1rio realizar uma &#8220;valida\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria&#8221;. O golpe em a\u00e7\u00e3o: acesso remoto Durante a videochamada, os golpistas instru\u00edram a v\u00edtima a clicar em uma op\u00e7\u00e3o de &#8220;prote\u00e7\u00e3o de dados banc\u00e1rios&#8221;. Na verdade, tratava-se de um software de espelhamento remoto. Enquanto a v\u00edtima visualizava uma tela congelada com suposto saldo em conta, os criminosos: Seu esposo, acreditando que estaria pagando os advogados, imediatamente fez o PIX da sua conta para a conta dos golpistas. Desta forma, o golpe aconteceu simulando uma situa\u00e7\u00e3o muito comum, com o objetivo de dificultar o cancelamento\/estorno dos valores transferidos via PIX. Um ponto crucial que observamos \u00e9 o uso constante de uma linguagem excessivamente t\u00e9cnica pelos golpistas. Eles misturam termos jur\u00eddicos e financeiros complexos de forma estrat\u00e9gica, criando um ambiente de falsa autoridade. Essa abordagem confunde a v\u00edtima, que, diante de tantas informa\u00e7\u00f5es atravessadas e aparentemente leg\u00edtimas, acaba realizando as transfer\u00eancias sem perceber que est\u00e1 sendo envolvida em um golpe. O banco falhou em proteger Joana Ap\u00f3s perceber que havia ca\u00eddo em um golpe, a v\u00edtima buscou ajuda junto ao banco, esperando que a institui\u00e7\u00e3o adotasse medidas de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o. No entanto, em vez de acolher a situa\u00e7\u00e3o e buscar uma solu\u00e7\u00e3o justa, o banco acabou agravando ainda mais o problema: sugeriu que a v\u00edtima unificasse um contrato fraudulento com uma d\u00edvida antiga, transformando tudo em um novo empr\u00e9stimo de valor ainda maior. Pior: outros contratos fraudulentos continuaram ativos e sendo cobrados normalmente. Est\u00e1 com d\u00favidas sobre seus direitos Receba orienta\u00e7\u00f5es iniciais e entenda o que fazer no seu caso.Solicitar orienta\u00e7\u00e3o Infelizmente, esse tipo de postura n\u00e3o \u00e9 incomum. O banco, que deveria proteger o cliente, cometeu diversas falhas graves de seguran\u00e7a e atendimento: Essas falhas violam os princ\u00edpios da boa-f\u00e9 objetiva e os deveres legais das institui\u00e7\u00f5es financeiras, que t\u00eam o dever de prevenir fraudes e proteger seus clientes em todas as opera\u00e7\u00f5es. Qual \u00e9 o objetivo da a\u00e7\u00e3o judicial? A a\u00e7\u00e3o judicial movida pela v\u00edtima tem um objetivo muito claro:&nbsp;recuperar o dinheiro perdido pelo golpe e responsabilizar o banco por sua omiss\u00e3o. Mais do que apenas buscar a devolu\u00e7\u00e3o dos valores indevidamente descontados, a a\u00e7\u00e3o visa: Atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o judicial, buscamos garantir que a v\u00edtima tenha seus direitos reconhecidos, que os valores sejam restitu\u00eddos, e que o banco seja compelido a adotar medidas de seguran\u00e7a mais eficazes para proteger seus clientes de situa\u00e7\u00f5es semelhantes. Tudo isso com base na&nbsp;S\u00famula&nbsp;479&nbsp;do STJ: &#8220;As institui\u00e7\u00f5es financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no \u00e2mbito de opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias.&#8221; Conclus\u00e3o: voc\u00ea tem direitos e n\u00e3o est\u00e1 sozinho Golpes como esse se aproveitam de informa\u00e7\u00f5es reais para aplicar fraudes. Ningu\u00e9m est\u00e1 imune. Mas a responsabilidade tamb\u00e9m \u00e9 das institui\u00e7\u00f5es que falharam em proteger voc\u00ea. Se voc\u00ea passou por algo parecido, procure imediatamente apoio jur\u00eddico. 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